Cartaz da exposição.
No panorama das artes plásticas do Ocidente e das áreas por onde se estende a sua influência, bem como no âmbito de outras esferas sócio-culturais (cinema, música, desporto, jornalismo e televisão, ensino e ciência), como ainda no campo da economia e das finanças, da política e dos costumes, a palavra de ordem é uniformização.
Ou seja, uma só língua, um único sistema económico-social, uma só ética. Uma estética comum. Um poder mundializado. Uma única visão do mundo.
Efectivamente, nas últimas décadas - sob o império avassalador da ideologia mercantil e a correlativa diluição dos poderes soberanos, com o rápido esbater de fronteiras e o acelerar da mobilidade intercontinental potenciando a hibridez demográfica e cívica, a unidimensionalidade civilizacional foi fazendo o seu caminho.
Incrédulos, assistimos à imposição das ideologias neoliberais aos povos dos cinco continentes ou, da parte destes, à adopção acrítica do mesmo ideário. Processo acelerado cada dia que passa, pela generalização da "sociedade do espectáculo", do consumismo desenfreado e o formidável poder de comunicação da tele-informática.
Assim, a luxuriante beleza do planeta onde poderiam manter-se e vicejar múltiplas, coloridas e complexas teias de valores e modelos de vida - insubstituíveis laboratórios radicados numa tradição particular em contínuo intercâmbio e recriação -, vai-se deteriorando ou perdendo. De Berlim a Honolulu, de Xangai a São Paulo, de Chicago a Luanda, de Teerão a Tóquio, a criminosa terraplanagem das diferenças prossegue a um ritmo inexorável.
Uniformização sempre a baixar a escala da complexidade humana, da autonomia e da exigência crítica. E a desarticular práticas fundadas numa harmoniosa temperança sensitiva, valores e ideais de partilha e solidariedade. Impondo em alternativa uma acelerada massificação universal. A aprofundar assimetrias no fruir de recursos e lazeres, a destruir identidades, línguas, sistemas de crenças e culturas. E daí a comprimir a condição humana à dimensão do binómio consumo-produção. Por fim, aniquilado o espaço do simbólico, conduzindo à progressiva robotização de todos e ao destino pós-humano dos vindouros.
O que temos a problematizar nesta exposição, passa, pois, pelo diagnóstico desta sistemática e subversiva ingerência globalizadora e pela identificação das instâncias e forças que a promovem. Isto, no quadro das artes visuais enquanto instrumentos de uma degradação estética inelutável. Ou, ao invés, mas muito tenuamente, enquanto instrumentos reactivos à ordem totalitária que se vai desenhando no horizonte.
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